terça-feira, 19 de agosto de 2008

ÍDOLO

Esta palavra que alguns dicionários dizem vir do latim “idolu” e outros do grego “eídolon” tem como definição:
1- Estátua, figura ou imagem que representa uma divindade e que é objeto de adoração. Também é usada para definir:
2 - Objeto de grande amor ou de extraordinário respeito.
3 – Pessoa a quem se tributa respeito e veneração.

Nos povos antigos os seus “ídolos” eram normalmente seus “deuses”, transformados em esculturas humanas ou de animais e também objetos que eles adoravam, e que através de festas e rituais, prestavam seu respeito.

Quando o mundo passou acreditar num único Deus, soberano, justo e bom, esta adoração passou para os santos na Igreja Católica, Buda para os hindus entre outros, e assim as imagens continuaram a ser adoradas.

Mas, e aquela terceira definição que lemos acima?
A quem tributamos respeito e veneração para chamá-los de ídolos?

Os ídolos da era moderna são os artistas, estes seres dotados de tamanha habilidade que conseguem transformá-la em arte! Quem não gosta de arte?

E como amante da arte, venho declarar minha “adoração” pelo maior atleta que o Fluminense já teve em suas fileiras: João Coelho Netto, o Preguinho.

Nascido em 1905, estreou nos infantis do Fluminense em 1916 e nos profissionais em 1924, tornando-se campeão carioca daquele ano. Foi campeão também em 1936 e 1938.
Fez 184 gols com a camisa tricolor e é o terceiro artilheiro da história do clube.
Foi o primeiro capitão de uma Seleção Brasileira numa Copa do Mundo e também o autor do primeiro gol do selecionado brasileiro em Copas do Mundo na derrota para a Iugoslávia por 2x1.
Seu gol mais bonito? O Pelé tentou e não conseguiu!
Foi no dia 07/12/1930 contra o Botafogo na decisão do campeonato carioca que perdemos: Ao receber a bola em nossa intermediária, notou que o goleiro do Botafogo estava adiantado, e como tinha uma visão extraordinária de jogo, conseguiu colocar a bola dentro das redes adversárias, arrancando aplausos de todo público presente.
Em 1933, o aparecimento do profissionalismo no futebol deprimiu e muito o atleta , que encarava o esporte como divertimento e prazer puro, e este seu pensamento mais o amor ao tricolor fez com que nunca se profissionalizasse.
Foi um super atleta, além do futebol foi vencedor em outras oito modalidades, ganhando 387 medalhas para o Fluminense, na sua grande maioria de ouro e 55 títulos de campeão, disputando futebol, vôlei, basquete, natação, pólo aquático, hóquei sobre patins, remo, atletismo e saltos ornamentais.
Como exemplo do atleta dedicado ao clube, em 1925, depois de nadar 600 metros e ajudar o clube a ser tri campeão estadual de natação, pegou um táxi e foi às Laranjeiras, onde jogou contra o São Cristóvão a ajudou a ganhar o torneio início.
Em 1952, recebeu o título de Grande Benemérito Atleta, título que mais o orgulhava entre tantos, até o dia de sua morte em 30 de setembro de 1979.

4 comentários:

  1. Paulo, em pensar que nos dias de hoje, o que impera é o "profissionalismo" e o "cansaço" que dura 2 dias após o término de uma partida.

    futebol, vôlei, basquete, natação, pólo aquático, hóquei sobre patins, remo, atletismo e saltos ornamentais.

    Decididamente, o Sr.João Coelho Netto, o Preguinho, entra a partir desse momento para minha galeria de Ídolo. Vou pesquisar mais sobre essa figura, quase sobre-humana.

    Obrigado por trazer a tona esse grande atleta. Esse verdadeiro atleta.

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  2. "Paulo vc disse bem super-atleta!!Preguinho!! hj não existe mais isso, ninguem faz nada por interesse ou dinheiro e nossos "Atletas não são diferentes"

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  3. PAULO.PARABÉNS POR TRAZER A TONA UM CAPÍTULO DA HISTÓRIA DO MAIS AMADO.

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  4. PAULO.PARABÉNS POR TRAZER A TONA UM CAPÍTULO DA HISTÓRIA DO MAIS AMADO.

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